Colégio Internato dos Carvalhos
São nove da manhã ,
Chegamos ao colégio ,
Vemos a multidão subindo a escada ,
A campainha toca ,
Entramos na sala ,
O ditador á espera para nos marcar falta.
Estamos oprimidos nesta selva infinita
Onde o mal é superior ao bem ;
Vivemos apertados numa jaula sem saída
Donde nunca sairá ninguém;
Gostava de ter um chicote , um machado ,
Com o qual lhes mudaria o fado ,
Gostava de ser juiz
E cortar o mal pela raiz.
Estamos sozinhos , no meio desta luta ,
Temos de vencer aqueles filhos da ….
Só há uma maneira de ganhar a guerra ,
"javardar" a sério , deixá-los por terra ,
O sistema mudará , quer queiram , quer não ,
Não podemos tolerar tamanha opressão.
Das horas amargas que nos fizeram viver
Não nos iremos esquecer ;
Das marcas deixadas no coração
Não obterão perdão ;
Gostava de ser um juiz
E cortar o mal pela raiz.
Deixem-nos em paz , dêem-nos atenção,
Não podemos viver em tal opressão,
Deixem-nos em paz ,
Deixem-nos em paz…
MireneReis - 1992
P.S.
Foi no Colégio Internato dos Carvalhos que completei o 12º ano em 1992 , e agradeço por me terem transformado na boa profissional que hoje sou.


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